terça-feira, 14 de junho de 2011

O "mar de rosas" das privatizações em SP - parte II

Da Folha
 
Problema ocorreu entre as 17h45 e as 18h30 e afetou tanto a capital como regiões no litoral e no interior
Em 2009, Anatel havia proibido Telefônica de vender pacotes de banda larga após vários problemas de conexão
DE SÃO PAULO
Um apagão no serviço de internet Speedy, da Telefônica, deixou boa parte dos usuários do Estado de São Paulo sem conexão ontem.

O problema aconteceu entre as 17h45 e as 18h30 e afetou tanto a capital como regiões do interior e do litoral.

Após a volta da conexão, usuários enfrentaram lentidão para navegar na rede e não conseguiam se conectar em sites internacionais.

A Telefônica não soube informar quantos foram os usuários afetados ontem.

A empresa tem cerca de 3,5 milhões de clientes do serviço Speedy em São Paulo.

Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o problema aconteceu porque algumas estações de rádio da Telefônica sofreram pane, deixando os usuários sem conexão na capital paulista.

Até o início da noite, problemas em outras regiões também estavam sendo investigados.

Segundo a Telefônica, no entanto, o problema atingiu dois equipamentos (roteadores) que fazem a saída internacional de tráfego da internet, ou seja, que ligam os acessos brasileiros com o mundo.

Isso impossibilitou a conexão com sites globais.

A empresa informou que, com o alto volume de usuários tentando religar o modem simultaneamente, houve sobrecarga na rede, o que dificultou o acesso.

O "mar de rosas" das privatizações em SP - parte I

Por Patrícia Arroyo, do Brasil Econômico*
O número de clientes insatisfeitos com os serviços da AES Eletropaulo cresce anualmente, assim como o lucro da concessionária, que de 2009 para 2010 teve um aumento de 16,5%.
Os problemas recentes de falta de energia na capital paulista indicam que a melhoria do serviço não acontece. De quebra, as multas aplicadas pelos órgãos reguladores e de defesa do consumidor são proteladas por meio de recursos judiciais.
Desde 2003, a concessionária foi multada pelo Procon em R$ 18 milhões pela má prestação do serviço de energia. Do total, pagou apenas R$ 3,5 milhões. A Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) aplicou mais de R$ 10 milhões em multas desde 2007, porém foram pagos somente cerca de R$ 600 mil. Demais punições estão em estágio de recursos.

“Vale ressaltar que grande parte dessas multas foi aplicada de meados do ano passado para cá e a concessionária pode recorrer tanto na esfera administrativa quanto na judicial”, afirma a Aesesp por meio de assessoria.
O advogado e presidente da comissão de defesa do consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil, José Eduardo Tavolieri, afirma que, se a empresa perder os recursos na esfera administrativa, pode ainda recorrer à esfera judicial e a estimativa de tempo para que haja um veredito é de cinco a 15 anos.
Insatisfação
Segundo relatório do Procon, a Eletropaulo deixou de atender no ano passado 71% das reclamações recebidas e alcançou o sexto lugar no ranking geral das empresas que mais recebem ocorrências. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contabilizou 16.331 reclamações em 2010, três vezes mais que as recebidas em 2009.
“O aumento crescente nas reclamações é devido um nível insuportável de insatisfação, pois a sociedade depende do serviço essencial que a empresa presta. A Eletropaulo vem agindo com falta de atenção e respeito aos consumidores”, afirma Tavolieri. Ele acrescenta que a empresa está dando justo motivo para a declaração de caducidade. “Entre os motivos de perda da concessão que a lei prevê está a perda da capacidade técnica”.
Para o professor doutor em engenharia elétrica Márcio Nestor Zancheta, a capacidade técnica da Eletropaulo deixa a desejar. “Quase todos os cabos de energia da concessionária estão com o alumínio exposto”.
Ele explica que se os cabos fossem encapados, mesmo com a chuva forte e vento, o abastecimento não seria interrompido, como aconteceu na última semana.
“O que ocasionou maior parte do problema foi o encontro entre os cabos, devido ao forte vento. A queda das árvores causou também alguns danos, mas substancialmente menores”.
O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, critica a administração da concessionária pela piora na qualidade do serviço. “As reclamações aumentaram desde a posse de Britaldo Soares como presidente-executivo, em 2007. Sua gestão é voltada somente para o setor financeiro”. Ele afirma que o governo está fazendo o que pode para cobrar da Eletropaulo um serviço satisfatório à população.
“Nós já tivemos inúmeras conversas com o presidente e a diretoria da empresa, todas sem resultado. É um diálogo ambíguo, eles dizem uma coisa e falam outra. A gestão foca somente o lucro e não investe”.
Por nota, a assessoria da Eletropaulo afirma que “a empresa tem realizado investimentos crescentes à razão de 14% ao ano. Em 2011, serão investidos R$ 720 milhões em manutenção e expansão da rede elétrica”. Em todo o ano passado, a companhia apurou lucro líquido de R$ 1,34 bilhão.
Questionado sobre uma possível retomada da concessão da concessionária pelo governo, Aníbal prefere não opinar. “Estamos analisando a questão da concessão, não quero especular sobre isso agora”.
*Publicado originalmente pelo Brasil Econômico.

domingo, 12 de junho de 2011

O câncer que estrangula o crescimento do Brasil

Por José Carlos Ruy
Colaborou Verônica Bercht
Uma escandalosa transferência de recursos dos cofres públicos para os bolsos dos especuladores financeiros está em curso no país. Ela é promovida pelos gigantescos aumentos de juros ditados pelo mecanismo de combate à inflação, imposto ao Brasil pelo FMI na crise de 1998/1999 e mantido em vigor até hoje.
A economista Maria Lúcia Fattorelli, coordenadora do portal Auditoria Cidadã da Dívida e assessora da CPI da Dívida Pública da Câmara dos Deputados (2009-2010) escreveu recentemente um artigo (Le Monde Diplomatique Brasil, junho de 2011) onde explica, com base em dados do orçamento da União para 2010, a extorsão que está na base da política macroeconômica ainda em vigor.
A inflação é controlada por dois mecanismos que, juntos, satisfazem os interesses dos especuladores e estrangulam o desenvolvimento do país. Um deles é regido pela Circular 2868/1999 do Banco Central, que estabelece o Regime de Metas de Inflação, um mecanismo de controle de preços que obriga o governo a aumentar os juros toda vez que a taxa de inflação corrente ultrapassar a taxa de inflação prevista para o ano. Ela está baseada na teoria conservadora de que a inflação existe quando o povo consome e que os juros são um freio para ela pois, ao “desaquecer” a economia, freiam o crescimento econômico, baixando os salários e, em consequência, diminuindo o dinheiro que o povo tem para gastar.
O outro mecanismo de combate à inflação está baseado no controle do volume de moeda em circulação. Esse controle é feito pelo Banco Central através das “chamadas ‘operações de mercado aberto´”, por meio das quais aquela instituição entrega títulos da dívida pública às instituições financeiras em troca do excesso de moeda nacional ou estrangeira informado pelos bancos.
Quando o volume de dinheiro em circulação é alto, a teoria econômica diz haver ameaça de inflação, que o governo combate adotando medidas para “enxugar” o mercado vendendo títulos da dívida pública para os donos desse dinheiro excedente. Isto é, toma o dinheiro emprestado e paga juros por ele.
No caso brasileiro atual esse volume excedente de dinheiro é provocado pela entrada de dólares no país, basicamente na forma de investimentos especulativos. Como os dólares não podem circular no Brasil, só há duas portas de entrada para a riqueza representada por eles. Uma é a entrada de mercadorias e serviços importados que podem ser pagos com eles. A outra é sua aplicação em títulos do governo – os dólares ficam com o Banco Central, que entrega um título a seu proprietário e paga juros por ele. Estas trocas são chamadas, no jargão financeiro, de “operações de mercado aberto”.
Atualmente, os conservadores, ligados às instituições financeiras e aos que especulam com títulos da dívida pública, dizem que a inflação brasileira é de “demanda”; isto é, teria mais gente querendo comprar do que a quantidade de mercadorias disponível, e isso provocaria uma espécie de leilão que faz aumentar o preço das mercadorias. Justificam o emprego da alta dos juros contra a inflação pois, ao travar a produção e empobrecer o povo, ela diminui a procura por mercadorias fazendo, esperam eles, a inflação cair.
Fattorelli contesta esta forma de pensar, afirmando que a atual inflação brasileira tem outra causa: ela seria provocada pelo aumento dos preços dos alimentos e pelos preços administrados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, transporte público, serviços bancários etc.), que independem da relação entre oferta e procura dentro do país.
E também, poderia acrescentar, em consequência da enxurrada de dólares despejados pelo governo dos EUA no mercado internacional para resolver seus próprios problemas econômicos, com muitos efeitos perversos sobre o comportamento dos preços. Ao serem aplicados especulativamente em países como o Brasil, onde os juros são altos, uma dessas conseqüências negativas é obrigar o governo a retirar do mercado o excesso de dólares sendo desta maneira um dos fatores que alimentam o processo inflacionário.
“Para combater este tipo de inflação – denominada inflação de preços –”, diz ela, “o remédio adequado é o efetivo controle de tais preços, o que poderia ser feito pelo governo sem grandes dificuldades, já que estamos falando justamente de preços administrados, que em tese devem ser geridos pelo poder público”. O controle da Petrobrás sobre o preço dos combustíveis é um exemplo deste uso dos preços administrados para manter a inflação sob controle.
Ocorre que, depois do vendaval de privatizações promovido sobretudo por Fernando Henrique Cardoso na década de 1990, estes serviços estão privatizados e as empresas monopolistas que os controlam querem lucros cada vez mais altos, obtidos com o aumento das tarifas. E provocando assim, um choque inflacionário direto.
Em 2009-2010 a Câmara dos Deputados realizou uma CPI para investigar a Dívida Pública e ela apurou, diz a autora, que a forma usada pelo Banco Central para fixar as taxas de juros está longe de ser científica e envolver cálculos, por exemplo. Ela é feita – como o próprio Banco Central informou à CPI – através de consultas a “analistas independentes”, não tão independentes como a expressão sugere mas ligados principalmente aos bancos e instituições financeiras. Ligados aos especuladores que se beneficiam com a alta dos juros.
“A CPI requereu ao Banco Central os nomes dos participantes dessas reuniões e a resposta permitiu confirmar o que já se esperava: a imensa maioria deles (95%) faz parte do setor financeiro, ou seja, são representantes dos bancos, fundos de investimento ou consultores de mercado. São justamente os maiores interessados nas elevadas taxas de juros, que lhes proporcionam elevados lucros, configurando evidente conflito de interesses”, escreveu ela.
É com base nas informações interessadas destes agentes dos especuladores que o Banco Central decide se é necessário tirar dinheiro de circulação e aumentar a taxa de juros para combater a inflação. É a raposa tomando conta do galinheiro: aqueles “analistas independentes” são aquilo que a mídia apelida de “mercado”. Eles são representantes dos credores da dívida pública, ou seja, daqueles que adquirem os títulos que o governo usa para retirar dinheiro da circulação, títulos que se valorizam com o aumento dos juros e aumentam os lucros daqueles especuladores. Segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, em abril de 2010 estavam divididos assim: os fundos de pensão eram donos de 16% da dívida pública; os fundos de investimento, 21%; as empresas não financeiras, 8%; os bancos nacionais e estrangeiros 55%.
Aqueles mesmos “analistas independentes” ligados a estas instituições são os que, na outra ponta, difundem pela mídia análises alarmistas sobre o desempenho da economia brasileira, fomentando o medo que justifica uma política econômica conservadora, baseada em altos juros e no enriquecimento cada vez maior daqueles que se beneficiam com eles.
O gráfico e a tabela publicados neste artigo, elaborados a partir de dados coletados pela Auditoria Cidadã da Dívida, são eloquentes. Em 2010, o orçamento da União foi de 1,414 trilhões de reais e 45% dele referiam-se aos juros, amortizações e refinanciamentos da dívida, chegando ao total de 635 bilhões de reais. As demais despesas do governo ficavam espremidas na outra parcela do orçamento: 9,2% para transferências a Estados e Municípios; 22,12% para a Previdência Social e 23,71% do orçamento para todos os outros gastos do governo, entre eles Saúde, Educação, Defesa Nacional etc. A capacidade de investimento do governo para fomentar o crescimento da economia fica evidentemente prejudicada, também, pela política de juros altos em vigor.
É uma armadilha financeira que, como uma dívida feita com um agiota, não para de crescer e vai tornando-se cada vez mais impagável. O governo não desembolsa todo ano o total dos juros devidos, mas paga apenas uma parte deles (em 2010 foram cerca de 150 bilhões de reais), refinanciando o restante. Em consequência, a parte não paga é capitalizada e engorda ainda mais a dívida pública, cujo total em 2010 foi de 2,2 trilhões de reais (superando o próprio orçamento da União) e fazendo crescer ainda mais a fatia do orçamento que representa os juros devidos aos especuladores. Por exemplo, o aumento de 0,25% na taxa Selic decidido na última quarta feira (dia 8) significa, numa tacada, um aumento de 5,5 bilhões de reais que o Tesouro Nacional passa a entregar aos especuladores da dívida pública, a título de juros. É uma despesa sem licitação e que corresponde, por exemplo, à parcela destinada para Ciência e Tecnologia no orçamento federal de 2010, ou a mais de quatro vezes o orçamento destinado à Cultura no ano passado.
São dados que mostram mais uma vez, como se fosse necessário, que o grande mal da economia brasileira, que impede o crescimento mais rápido do país e a conquista do bem estar para nossa população, é a especulação desenfreada com a dívida pública e a ciranda de juros cada vez mais altos que ela alimenta. Um cálculo feito pela Auditoria Cidadã da Dívida revela que, com aqueles 635 bilhões sugados pela especulação, seria possível, por exemplo, construir 20 milhões de casas populares (a 30 mil reais cada), ou contratar por um ano, 2 milhões e meio de médicos ganhando 10 mil reais ao mês; ou aumentar o salário mínimo dos atuais 545 reais para 2.660 reais.
Fattorelli indica alternativas para o controle da economia capazes de corrigir estas distorções. “Alternativas para o efetivo combate à inflação existem”, diz ela, “e são muito mais eficientes: redução da taxa de juros; controle e redução dos preços administrados; reforma agrária para garantir a produção de alimentos não sujeitos à variação internacional dos preços das commodities; controle de capitais para evitar o ingresso de capitais abutres, meramente especulativos, e fugas nocivas à economia real; adoção de medidas tributárias apropriadas ao controle de preços. Para que essas medidas sejam adotadas, é necessário enfrentar o endividamento público, câncer que adoece nosso país e impede o curso da justiça”.
Há uma conclusão, neste debate, que interessa particularmente aos trabalhadores, mas também aos demais setores produtivos: ao aplicar uma política de juros elevados como a que está em vigor, o estado brasileiro funciona como um autêntico repassador de enormes volumes de riquezas, que são geradas no setor produtivo da economia, para as contas bancárias daqueles que vivem da especulação e do movimento do dinheiro, e que estão no Brasil e no exterior. É preciso reconhecer que esta espoliação não decorre de imposições técnicas da economia; ela é política, e resulta do controle de parcelas importantes do estado brasileiro pelos donos do dinheiro.
Mudar esta política depende da mudança da correlação de forças na sociedade e da capacidade dos trabalhadores e demais setores produtivos imporem seus interesses e objetivos, levando a uma queda no volume de juros e da dívida pública. Esta queda significa a redução do controle da riqueza nacional pelos especuladores, e este objetivo só pode ser alcançado com muita determinação e muita luta, na qual os trabalhadores precisam ter um papel decisivo.

Aos que passaram o dia dos namorados sozinhos (as)

Estar sozinho não é ser sozinho. Estar sozinho é estar consigo mesmo, refletir sobre sua história, seu momento e seu provável.

A melhor lição que se aprende quando passa-se por esse período é a de se amar. Pra ser feliz nesse mundo, sem depender de ninguém pra que isso aconteça, é indispensável aprender a se amar. É essencial.

Mas não se ame incondicionalmente ao ponto do egoísmo. Não, você não esta acima de todos. Amar é servir, é se doar ao próximo sem querer nada em troca, sem esperar, até mesmo, que ele retribua esse amor. Aprender a servir é aprender a ser gentil, a gentileza desmonta o pior dos inimigos deixando-os sem ação.

Não condicione a sua felicidade a outra pessoa, a sua felicidade depende só de você, mais ninguém. Quando aprendemos a nos amar, a felicidade acontece naturalmente, as pessoas que auxiliarão o acontecimento da felicidade – vejam bem, só auxiliarão e não serão peças chave – se aproximarão e farão parte do momento. Elas provavelmente, depois de um tempo, irão embora, ou não, mas quem você ama acima de tudo nunca irá, permanecerá até o ultimo dia da sua vida, VOCÊ.

sábado, 11 de junho de 2011

O crime da USP e a arquitetura do PCC

Por Leandro C
Vamos pensar fora da caixa. 
O caso do aluno da USP gerou clamor publico, precisavam dar uma resposta, encontrar o culpado, ou criar um.
Uma investigação como essa, considerando que não foram encontradas provas definitivas, baseia-se na chamada caguetagem, ou seja informações de pessoas que estão no meio criminoso ou próximo.
Para forçar a caguetagem a policia impede temporariamente o comercio de drogas nos pontos próximos ao crime, forçando os criminosos a entregarem o procurado do momento.
O crime em São Paulo é controlado pelo PCC, que não existe segundo o governo.
Essa organização segue regras e estrutura hierárquica inspirada na máfia calabresa.
Nenhum criminoso opera sem sua permissão, também chamada de proteção, garantida através de parte do arrecadamento dos crimes.

Em contrapartida, entre outros apoios, o criminoso tem apoio jurídico e financeiro quando necessário.
Neste caso, surpreende um criminoso primário se entregar sem ter sido citado, com um advogado que já teve o seu nome vinculado ao PCC, utilizam a necessidade como justificativa e incluindo sentimentalismo, no caso pena da deficiente não assaltada, ou seja, uma estória montada, um script.
A USP pode não ser um exemplo de segurança, mas é mais segura que muitos bairros.
É freqüentada pela classe media e alta. Ele fala demais, não se controla, ri, passa a impressão de noia, seria facilmente identificado no campus.
Não foi por culpa ou remorso que ele se entregou. Também não foi a crença na impunidade, uma hora ou outra ira preso, além de não aparentar conhecimento ou capacidade financeira para enfrentar um processo criminal.
Um criminoso respeitado, leia-se lucrativo, nunca seria queimado dessa maneira pela organização, iria para outro estado, trocaria de identidade, enfim seria protegido e continuaria a operar.
As contas nesse meio costumam ser caras, não é raro usuários inadimplentes assumirem crimes como forma de quitação, comum também na máfia. O advogado é enviado para assegurar que a estória seja realista.
Uma artimanha que satisfaz a opinião publica e não atinge o crime organizado.
Não surpreende a manifestação do advogado, pode até ter razão, em São Paulo a criminalidade é profissional e discreta, não chamam a atenção, não anda com AR 15 na rua, afastam a impressa solucionando os crimes com repercussão.    
A administração do PCC é mais competente do que muita empresa, já controlam bairros inteiros e algumas ruas em bairros nobres, os pontos de trafico funcionam como franquias, tem serviços de locação de armas, entre outros. E para tudo isso funcionar é necessário funcionários, muitos funcionários, nada mais natural que a empresa tenha um código de conduta e que se dirijam uns aos outros como profissionais.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A violação de privacidade do Facebook

Da Folha
Pasta da Justiça quer esclarecimento sobre ferramenta que reconhece rostos
Serviço também é alvo de queixas de autoridades europeias; rede social afirma não ter sido notificada
LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
Seguindo um movimento de reguladores em todo o mundo, o Facebook terá que prestar esclarecimentos ao Ministério da Justiça sobre uma nova ferramenta que reconhece os rostos de pessoas automaticamente.

O serviço usa a lista de amigos do usuário para reconhecê-los em fotos recém-colocadas na rede. As pessoas identificadas passam a ser marcadas com uma "etiqueta" e têm o seu nome exibido.

De acordo com o DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), há indícios de que a ferramenta viole a privacidade dos usuários porque permite que eles sejam marcados em fotos de álbuns de outras pessoas sem autorização. Dessa forma, as fotos do usuário podem ser expostas sem que ele saiba ou autorize.

A opção, antes disponível só nos EUA, foi expandida para outros países nesta semana e só foi anunciada pela empresa após reclamações.

Na época, o Facebook reconheceu que deveria ter sido mais transparente em relação à novidade, mas se defendeu alegando que o sistema só funciona para fotos novas, na lista de amigos e que pode ser desativado.

"Há indícios de ausência de consentimento dos usuários para a ativação da ferramenta. Há ainda possível violação da privacidade e modificação unilateral sem aviso prévio dos termos de uso da rede social", afirmou o DPDC em nota.

O Facebook terá que explicar se as mudanças foram avisadas com antecedência aos brasileiros. A empresa tem dez dias para apresentar os esclarecimentos.

Se o DPDC entender que o Facebook violou a privacidade dos usuários, abrirá um processo administrativo e a empresa pode ser condenada a pagar R$ 3 milhões.

Por e-mail, o Facebook disse não ter sido notificado oficialmente e que, por isso, não tem condições de comentar o assunto. A empresa ressaltou que sua intenção é colaborar com o governo e que prestará as informações assim que for notificado. 

Se olhe no espelho, Itália

Do Blog do PIMON

Após caso Battisti,Itália diz que Brasil não está pronto para ser ‘potência’.

O subsecretário das Relações Exteriores da Itália,Alfredo Mantica,disse que o Brasil "ainda não está pronto"para ser uma potência mundial devido à decisão de manter no país o ex-militante italiano Cesare Battisti.
Um país que elege um criminoso,ladrão,pedófilo como 1º Ministro e ainda quer dar lição de moral!

O plágio da Vivo

Por Ka
O assunto do momento, não só na área da propaganda, é o suposto plágio do comercial da Vivo/Africa/O2 para o dia dos namorados.
O video, que é um clip da música Eduardo e Monica, da Legião Urbana, foi um sucesso avassalador e rapidamente viralizado. As pessoas se encantaram e elogiaram muito a peça publicitária.
No entanto, descobriu-se que a idéia não era nova: um video de 2002, da ATL (comprada em 2004 pela Claro), muito semelhante, foi divulgado hoje. O dono do canal que publicou o video (era o único no Youtube até as 5h da tarde) acabou removendo-o (por pressão "não se sabe" de quem), mas diversos internautas conseguiram reuperá-lo.
Eduardo e Monica, campanha de celular, dia dos namorados, fora a semelhança dos videos entre si... e a Africa jura que não sabia do comercial da ATL (feito pela agências Salles D'Arcy).

terça-feira, 7 de junho de 2011

Apelo a presidenta

POR LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA 
Dirijo-me à senhora agora, presidente, porque vejo seu governo ameaçado pelo caso Palocci; não deixe seu grande momento na política escapar 
Presidente Dilma, nada é hoje mais importante para os brasileiros do que o bom êxito do seu governo.

Como um deles, torço para que a senhora entregue o poder para seu sucessor reconhecida por todos.

Ninguém deseja mais esse resultado do que a senhora mesma, porque é natural que almejemos o sucesso de nossos empreendimentos. E porque a senhora deixou claro em sua vida pública seu compromisso com o bem público; porque não escolheu a vida política para ficar rica ou para gozar o poder em nome do próprio poder, mas para contribuir para a construção de um Brasil mais próspero, mais democrático e menos injusto.

Torço pela senhora, e até há pouco estava confiante de que seria bem-sucedida, dados o equilíbrio e a firmeza com que iniciou o seu governo. Comecei a ficar preocupado quando não resolveu colocar como prioridade econômica administrar a taxa de câmbio e colocá-la em um nível compatível com o desenvolvimento sustentado do país, mas essa é uma outra história, para um outro momento.

Agora, me dirijo à senhora porque vejo seu governo enfraquecido e ameaçado pelo caso Palocci. O ministro estaria sendo injustiçado pela imprensa, a começar por esta Folha? Não creio, seu enriquecimento súbito só pode ser explicado por tráfego de influência.

Há mais fatos a serem verificados? Muito poucos. Ele reconheceu oficialmente seus ganhos em sua declaração do Imposto de Renda.

O nome de todas as empresas que o pagaram não foi divulgado, mas não há dúvida de que todas têm interesses no Estado. Há a pergunta sobre o que e quanto elas ganharam, mas as trocas que as empresas fazem com políticos influentes raramente são diretas e claras. Elas, porém, contam com o retorno do seu "investimento".

O ministro é insubstituível? Não o é mais em relação aos setores mais conservadores da sociedade.

Analistas sugeriram que ele era o "fiador" de seu governo com as elites, mas, se isso foi verdade, hoje, depois do escândalo, não é mais.

As elites são pragmáticas e impiedosas. Mas não seria ele necessário do ponto de vista político, dada sua habilidade em negociar? Sem dúvida, governar é fazer política. E a política é a arte de argumentar e de fazer concessões mútuas para alcançar maioria e governar.

Mas, hoje, Palocci é um político enfraquecido; é um peso, e não um ativo em seu governo.

Alguns me dizem que, se o chefe da Casa Civil for dispensado, seu governo sairá enfraquecido porque cedeu. Não creio. O malfeito não ocorreu no seu governo. Para governar, a senhora precisará fazer concessões, mas só vale a pena fazê-las com quem pode somar.

Antonio Palocci pode ser amigo de Dilma Rousseff, mas não é amigo da presidente do Brasil.

Uma presidente não tem amigos.

Tem apenas um compromisso consigo mesma e com seu país. Sei que essa afirmação não é verdadeira para muitos políticos, mas para a senhora é. A política para a senhora é uma missão, e a presidência do Brasil, seu grande momento. Não o deixe escapar.

O jogo da política, muitas vezes é "desumano e impiedoso" (um dia antes de Palloci pedir demissão).

Por Brizola Neto
Não é informação privilegiada, que não a tenho.
É só sensibilidade, que logo se verá se tenho.
Mas acho que está por horas o desfecho desta crise política em torno do ministro Palocci.
É nítido que  a infindável novela em torno do  assunto já incomoda o próprio Governo, muito mais que o assunto em si.
Não se trata de julgar se o ministro é culpado ou inocente. Afinal, nem mesmo há uma acusação concreta contra ele,  quanto mais algo que esteja provado como irregularidade.
O caso é político e a política tem razões muito mais subjetivas que a lei.
O jogo político não é, faz muito tempo, uma disputa amável e ponderada. Porque ele passou a ser um jogo que define não os governos, mas os rumos do Brasil.
O palco onde seu dia-a-dia se desenrola é, com frequência, desumano e impiedoso.
Mas ele tem de ser jogado.
Ao defender-se  de maneira tíbia – o que é mais grave do que restringir a abertura de todas as informações – o ministro tornou-se inerme diante da avalanche de ataques.
Na prática, Palocci não se defendeu, esperou que fizessem isso por ele.
E ninguém pode fazer por nós por muito tempo aquilo que não fazemos sozinhos.
PS. Algumas poucas horas depois deste post, leio que o Procurador Geral da República mandou arquivar as representações contra o Ministro Palocci.  Como disse, juridicamente não há absolutamente nada contra ele. Repito, porém, que a questão política sobrepuja a jurídica. Se o Ministro Palocci tivesse se afastado, espontanemente,  hoje, com a decisão da PGR, estaria voltando superfortalecido. Isso não quer dizer que ache que a presidente deveria te-lo afastado, não.  Não se “rifa” pessoas á primeira dificuldade, e ela não o fez.  A atitude de desprendimento caberia a ele. Estas lutas são coletivas, mas nada substitui a ação pessoal, quando se trata de uma ofensa à honra. A oposição e a mídia seguirão agarradas a cada detalhe da vida pessoal de Palocci. Ele se enfraqueceu e, fraco, não lhes serve como interlocutor. Mas serve como alvo.