Mostrando postagens com marcador VIDEO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VIDEO. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de março de 2012

Eduardo e Mano Brown. Os principais personagens do RAP nacional.

Eduardo é a mente mais inteligente do RAP nacional.

Brown, apesar da habilidade com as palavras e de ser, ao meu ver, um poeta, não tem um terço do conhecimento intelectual que o Eduardo tem.

Brown conhece as conseqüências, mas tem a visão clichê da causa. Um discurso chavão.

Eduardo possui um rico vocabulário (o que só se adquire com muita leitura) e o principal para ser um MC: a visão do lado de dentro da periferia. Sabe na prática e no cunho teórico as conseqüências e a causa do descaso e da exclusão social e educacional.

Eduardo e seu parceiro Dum-Dum, assumiram, artisticamente, uma postura que resulta em aversão à sua arte. Sim, porque, acima de tudo, o RAP, seja ele como for cantado ou interpretado, é uma expressão artística.

Essa postura rotulada “violenta” causa um pré-conceito sobre o conteúdo das suas letras, e – arrisco dizer – um distúrbio sobre a conclusão e os objetivos das mensagens em cada música.

Quando se diz:

“Vejo o crucifixo tornando o oprimido pacífico. A fé em dose cavalar anula o espírito de guerra (...) só essa tese explica a ausência de um grupo guerrilheiro com bomba incendiaria pra libertação de presos. È um milagre o Carrefour não ser saqueado; as arvores do Ibirapuera não ter rico enforcado”.

Chegar à conclusão que usa-se metáforas e analogias, na letra acima, pra explicar a letargia de uma  população humilde e religiosa  para com essa exclusão e descaso social,  é preciso de um discernimento despido de qualquer agressividade irracional e possuir um senso critico racional para que não se confunda a agressividade expostas nas letras (que tem relação direta com a realidade urbana) com incitação ou apologia a tal.

De fato o que chama a atenção ao grupo Facção Central, a principio, é a postura violenta e agressiva com letras carregadas de “sangue” e “cadáveres”, mas o conteúdo intelectual que compõe essas letras – exclusivamente as do Eduardo – é algo que os diferem dos outros grupos de RAP do cenário nacional. 



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

América Latina

Um retrato da América Latina na letra da música "Latinoamerica" da dupla Porto Riquenha Calle 13 que conta com a participação da excelente Maria Rita.




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A apelação a compaixão, a intolerância evidenciada pela senilidade e o pseudomoralismo



==================================================================


A execração pública dessa senhora é condenável. Mas mesmo com sinais de senilidade - e suponhamos que de fato seja o caso - a confusão mental causada por esse processo patológico trás a tona toda uma cultura e visão social, entre outras, acumulada por toda a vida. 
Essa senhora, com certeza, teve uma vida inteira de posse das suas faculdades mental e física pra acumular um patrimônio material, ou não, que a colocasse numa condição social ao qual, nem de longe, precisaria se submeter a ficar numa calçada sentada pedindo esmolas. 
Ele, como se vê no vídeo, nunca teve uma condição física plena como a maioria de nós, ou seja, nasceu com a deficiência. 
Ela, ao contrário dele, não sobrevive com R$545,00/ mês, o que eu posso afirmar com a mais absoluta certeza mesmo correndo o risco - o que é muito pouco provável - das aparências me enganarem. 
Ele provavelmente deva ter uma cadeira de rodas sim. Mas na guerra, sobrevivemos e lutamos com as armas que temos, e a ele, pouco resta senão a compaixão alheia.
Experimenta nascer numa família humilde, miserável, ao lado de um córrego podre, passar fome, e ainda por cima deficiente físico.  
É lamentável que um ser humano tenha que se sujeitar a tais condições humilhantes e deploráveis, mas o faz - e não tenho dúvidas - por falta de opção.
Agora execrar, expor e condenar de forma prematura essa idosa, como fizeram os senhores jornalistas, é um crime muito mais grave que o que ela supostamente tenha cometido.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O plágio da Vivo

Por Ka
O assunto do momento, não só na área da propaganda, é o suposto plágio do comercial da Vivo/Africa/O2 para o dia dos namorados.
O video, que é um clip da música Eduardo e Monica, da Legião Urbana, foi um sucesso avassalador e rapidamente viralizado. As pessoas se encantaram e elogiaram muito a peça publicitária.
No entanto, descobriu-se que a idéia não era nova: um video de 2002, da ATL (comprada em 2004 pela Claro), muito semelhante, foi divulgado hoje. O dono do canal que publicou o video (era o único no Youtube até as 5h da tarde) acabou removendo-o (por pressão "não se sabe" de quem), mas diversos internautas conseguiram reuperá-lo.
Eduardo e Monica, campanha de celular, dia dos namorados, fora a semelhança dos videos entre si... e a Africa jura que não sabia do comercial da ATL (feito pela agências Salles D'Arcy).

quarta-feira, 30 de março de 2011

A Vale, jamais, poderia deixar de ser nossa.....

Com as recentes manchetes sobre uma possível substituição do atual presidente da Vale do Rio Doce, o senhor Roger Agnelli, resolvi expor aqui em meu blog, algumas informações sobre a ex-estatal.


Resumo da História



A história da Vale do Rio Doce está intimamente ligada à construção da Estrada de Ferro Vitória-Minas, durante a qual os engenheiros ingleses envolvidos em seu projeto tomaram conhecimento da existência de uma grande reserva de minério de ferro naquela região.
Vários grupos de investidores internacionais adquiriram extensas glebas de terra próximas a Itabira e, em 1909 se reuniram fundando o Brazilian Hematite Syndicate, um sindicato que visava explorá-las.
Em 1911 o empresário estadunidense Percival Farquhar adquiriu todas as ações do Brazilian Hematite Syndicate e mudou seu nome para Itabira Iron Ore Company.
Percival Farquhar fez planos para que a Itabira Iron Ore Co. exportasse 10 milhões de toneladas/ano de minério de ferro para os Estados Unidos, utilizando navios pertencentes a seu sindicato que, no retorno, trariam dos EUA carvão ao Brasil, tornando assim o frete mais econômico. Esse plano antecipava em mais de 40 anos um conceito revolucionário que, afinal, modificado e atualizado, viria a se tornar realidade, sob a direção de Eliezer Batista, na década de 1960, quando da inauguração do Porto de Tubarão.
Décadas de debates acalorados se seguiram - o país praticamente dividido entre os adeptos das duas posições - e o projeto de Farquhar não saía da prancheta.
Esse plano foi inviabilizado quando Getúlio Vargas assumiu o poder, à frente da revolução de 1930, e encampou as reservas de ferro que pertenciam a Farquhar, criando com elas, em 1942, a Companhia Vale do Rio Doce S. A., como uma empresa estatal, para o que obteve o beneplácito dos Estados Unidos e da Inglaterra num tratado chamado de Acordos de Washington.

A privatização

A Companhia Vale do Rio Doce foi privatizada em 1997 durante a gestão do então presidente do Brasil o senhor Fernando Henrique Cardoso. A mineradora foi arrematada pelo valor de 3,3 bilhões de Reais. Para se ter uma ideia do valor, só em caixa a empresa tinha na época 700 milhões de reais e é obvio que não foi levado em conta todo o potencial das reservas de ferro em possessão da companhia.

Dados e comparações:
  • Em 2007, 10 anos depois da privatização, a Vale, num trimestre, tinha um lucro quase três vezes o valor pago na privatização
  • BHP Billiton é uma gigante mineradora Australiana, de propriedade privada, e paga a nação em que reside, em royalties, 45% de tudo que é extraído.
  • A Vale paga ao Brasil, 2%
  • A Vale gastou entre setembro de 2008 ao mesmo mês de 2009, R$ 178,8 Milhões em publicidade
  • A BHP não tem gasto com publicidade, ja que, seu produto, assim como o da Vale, não visa o cliente final.
Assista o video abaixo sobre a historia da companhia e os bastidores da privatização (ou podemos dizer doação?):





Continua...