quarta-feira, 9 de março de 2011

PROCURADO

A mania da "Desinformação "


Por Luis Nassif
Há um vício recorrente na cobertura jornalística de dar um tom de conflito a todas as matérias. Virou padrão. Um exemplo hipotético: se Alckmin diz que vai tentar agilizar obras, a manchete falará algo como "Alckmin cutuca Dilma por causa da lentidão do PAC". E vice-versa. Cada edição de jornal tem pelo menos duas matérias com esse sentido de intriga, conflito.
É o caso da matéria de hoje da Folha, de transformação do Protec em "avanço sobre vitrines tucanas em SP". Que vitrine? Na campanha eleitoral as escolas técnicas foram a principal vitrine de de Dilma Rousseff. É só fazer uma contagem e se constatará que provavelmente foi o tema mais brandido por ela, o aumento de vagas nas escolas técnicas federais. A própria matéria informa que as FATECs federais têm o dobro de vagas das de São Paulo.
Ora, está se aumentando as vagas nas escolas técnicas, tanto as federais quanto em São Paulo, por política de governo, por ser um princípio educacional dos mais legítimos, não por concorrência para uma eleição que só se dará daqui a quatro anos.


Planalto avança sobre vitrines tucanas em SP 
Programa federal previsto para estrear em abril fará concorrência às Etecs

Ideia é aliar expansão da rede a parceria com entidades do Sistema S; estimativa é de 1,5 milhão de matrículas

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO 
ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA
O governo federal avançará sobre uma bandeira histórica dos tucanos em São Paulo, as Etecs (escolas técnicas). Descritas como orgulho da gestão estadual do PSDB, ganharão concorrência acirrada com o lançamento do Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica), previsto para abril.
O governo estadual estimula a comparação da oferta de vagas para a modalidade, já que, proporcionalmente, oferece mais do que o federal. "São Paulo é hoje o maior polo de ensino técnico da América Latina", disse o governador Geraldo Alckmin.
As Etecs e Fatecs (faculdades tecnológicas) sustentaram o discurso de Alckmin sobre a qualidade do ensino paulista na campanha eleitoral, em 2010. Nos últimos seis anos, receberam investimentos pesados dos governos do PSDB em São Paulo.
O orçamento do Centro Paula Souza, responsável pela administração das escolas técnicas e faculdades tecnológicas, triplicou: passou de R$ 406,9 mil em 2006 para uma previsão de R$ 1,2 bilhão neste ano.
Hoje, as Etecs oferecem quase 150 mil vagas em cursos técnicos e mais cerca de 50 mil para o ensino médio. O governo tem uma expectativa informal de elevar em 20% essa quantidade, criando mais 40 mil vagas.
O governo federal, por sua vez, patrocina, via institutos técnicos federais, 348 mil vagas. A expectativa é que, no fim do governo Dilma, os institutos possam receber 500 mil matrículas. Com o Pronatec, há uma expectativa de triplicar esse número.
O desenho final do programa ainda não está pronto, mas a ideia é aliar a expansão da rede federal a uma parceria com as entidades do Sistema S. Com isso, a estimativa é chegar a aproximadamente 1,5 milhão de matrículas.
Ciente do impacto da medida, o ex-governador José Serra (PSDB) disse, assim que a presidente Dilma anunciou o programa, que era cópia de sua proposta.
"Parabéns ao governo pelo anúncio do Protec [sic] -o ProUni do ensino técnico-, que propus na campanha", ironizou Serra no Twitter.

DIFERENÇAS
Embora o ensino técnico esteja no centro da agenda de educação de tucanos e petistas, os modelos são distintos.
Escolas da rede federal oferecem a educação profissionalizante com as matérias tradicionais -os conteúdos são divididos entre a manhã e a tarde. Já em São Paulo, há predomínio do ensino técnico oferecido após o médio.
Especialistas veem pontos positivos e negativos nos dois sistemas. O federal possibilita uma formação ampla ao aluno, mas atende menos gente que o estadual.
O resultado é que, segundo o último censo escolar, de 2009, a rede federal responde por cerca de 10% das matrículas. Estaduais ficam com 31% e particulares, 55%.

O medo, o carro e o isolamento social.

Por Rodrigo Vianna

Segunda-feira foi mais um dia terrível em São Paulo. Chuva e caos, caos e chuva. Atrasei o quanto pude a hora de deixar o trabalho e voltar pra casa (de carro). Enquanto esperava, vi na TV – pela enésima vez – a cena chocante do sujeito que atropelou ciclistas em Porto Alegre. Pela primeira vez, em vez de olhar “só” para os ciclistas barbaramente abalroados, prestei atenção também no olhar do motorista, que deu entrevista à saída da delegacia. Era o olhar do medo. 

Ele alega que jogou o carro em cima dos ciclistas porque ficou “com medo”, ao ser cercado pelas bicicletas na rua. Pode ser bobagem, pode ser só uma desculpa tola do agressor. Mas, pela primeira vez,  tentei imaginar o que moveu esse homem no gesto tresloucado.  

O carro dá-nos a sensação de autonomia e liberdade. O carro é uma ilha em que os mais ou menos ricos se escondem das agruras do transporte coletivo, e os muito ricos se escondem também da sensação de insegurança. Carros blindados, ilhas de segurança. Carros sem blindagem, ilhas de segurança também.

Quanto mais nos afundamos em bancos confortáveis, longe do contato (animal, quase insuportável para alguns) com outros seres nas cidades, mais medo temos de ver interrompida a doce sensação do isolamento e do conforto. É como o sujeito que reage mal-humorado quando alguém o acorda daquele soninho bom depois do almoço: como ousam tirar-me de minha zona de conforto?

Pior: como ousam andar de bicicleta, como ousam estragar minha fantasia de que só o carro nos salva e nos salvará da barbárie?

É o medo, o medo velho de guerra. O medo que se espalha feito epidemia pelas grande cidades. O motorista tresloucado em Porto Alegre foi algoz, sem dúvida. Mas ele é vítima desse medo atroz que isola a classe média em carros, condomínios, escolas particulraes e pacotes de viagem insípidos.

Penso nisso quando entro no meu próprio carro, por volta de 10 e meia da noite, e tomo o rumo da zona sul de São Paulo. Inundações, semáforos parados, trens e metrô com problemas: tudo isso faz com que o caos habitual do fim da tarde se prolongue até quase meia-noite. E lá vou eu exercitando o velho esporte paulistano: cortar caminho, buscar a rua menos entupida. Um quarteirão pra cá, outro pra lá. Avança pro Largo do Arouche, volta pra Amaral Gurgel, sobe a Consolação (porque a ligação leste-oeste está impraticável; mas que diabos!).

A subida da Consolação me coloca frente a frente com multidões nos pontos de ônibus. O ônibus não passa, e o povo fica ali. Cai uma garoa fina. Não nego que sinto um alívio besta por estar sozinho no carro (onde caberiam cinco ou seis pessoas), com ar-condicionado e câmbio automático. A doce sensação de se sentir protegido. Mais ou menos como estar em casa quando cai um temporal: ah, que bom que eu não estou lá fora!

Mas sabe-se lá porque tenho um momento de (tímida) loucura. Em vez de jogar o carro sobre os malditos pedestres amontoados na calçada (seria uma solução para o mal-estar que toma conta de mim), tenho um impulso ainda mais idiota: paro na frente de um daqueles pontos, abro o vidro e começo a balbuciar alguma coisa, como: “alguém quer carona pra zona sul”. As pessoas (quase todos jovens a sair do trabalho ou do turno da noite em faculdades particulares) me olham de um jeito estranho: “quem é o sujeito de terno e gravata que abre a janela do carro no meio do caos, e oferece carona?”.
Em São Paulo, esse meu gesto não faz o menor sentido. O medo (ou culpa?) por me sentir isolado dentro do carro fez-me oferecer carona. Se tivesse lançado o carro na calçada, ao menos poderiam me chamar de “louco”, “malfeitor”. Mas ofereci carona. Na rua da Consolação! Isso não faz o menor sentido.

Ninguém respondeu nada. Percebi, rapidamente, que provavelmente fora confundido com um daqueles tiozinhos tarados a “caçar” moças (ou moços) pela rua. Fechei  o vidro, e segui o caminho tortuoso rumo à zona sul.

Sozinho.

O medo move aqueles que se escondem atrás dos vidros dos carros. Move também os que se expõem à chuva e ao caos no meio da cidade turbulenta. O carro é símbolo do medo e do isolamento – o que aliás não é novidade nenhuma.

Medo e isolamento que podem ter feito o sujeito amalucado lançar o carro sobre os ciclistas de Porto Alegre. Medo e isolamento que fazem com que eu me sinta ridículo (e seja visto como um tiozinho ridículo) ao oferecer carona para paulistanos – ainda mais amedrontados que eu – numa avenida qualquer dessa cidade grandiosamente desumana.

Chego em casa perto de meia-noite. A família dorme em paz. Tento me convencer de que esses pensamentos todos são idiotices: melhor ter um carro, do que ficar lá à espera de um ônibus que não vem. Melhor chegar em casa meia-noite do que duas da manhã.

 Hum…

Tento ler um livro de Hobsbawn. Mas meus pensamentos hoje precisam de menos Marx e de mais Freud. Durmo, exausto

terça-feira, 8 de março de 2011

O Aborto e a Mulher


Por Emir Sader


O Dia Internacional da Mulher foi estabelecido pela ONU no dia 8 de março graças à grande e trágica mobilização de trabalhadoras norte-americanas; nesse dia, em 1857, operárias têxteis de uma fábrica de Nova York entraram em greve, ocupando a fábrica, reivindicando a diminuição da jornada de trabalho de até mais de 16 para 10 horas. Elas, que recebiam menos de um terço dos homens, foram fechadas na fábrica, onde ocorreu um incêndio e 130 delas morreram queimadas [*].

Desde então, é inegável que, vindo de uma situação tão degradante, a mulher conquistou direitos, espaços, voz. O século XX foi praticamente o primeiro em que ela passou a ser protagonista da história, obtendo certos espaços institucionais, mas principalmente se firmando na produção artística e cultural. 

Mas a situação da mulher segue bem distante da situação de igualdade de direitos que o movimento feminista tem reivindicado. Veja-se, antes de tudo, nos espaços privados, como a desigualdade na distribuição de tarefas continua a ser flagrante, com um peso brutal ainda recaindo desproporcionalmente nas costas das mulheres, situação ainda agravada pela quantidade crescente de famílias em que ela dirige sozinha a unidade familiar.

Mesmo nos espaços públicos, os lugares de poder real na sociedade continuam a ser exercidos usualmente por homens. Costuma-se até dizer que quando a mulher chega a uma atividade ou a um nível de direção de uma função, seria sinal de que ela perdeu importância.

O fato do Brasil e da Argentina terem duas mulheres presidentas é significativo. Mas elas tiveram que superar obstáculos e preconceitos adicionais para chegar a esses postos. Não foi casual que no Brasil a direita levantou o tema do aborto quando uma mulher era a candidata da esquerda, buscando associar a imagem feminina a um papel negativo em relação à natalidade. (Tampouco o é o fato de que o candidato opositor foi mobilizar sua esposa para desatar os ataques a Dilma.)

Depois de um início explosivo, os movimentos feministas passaram a ter também dificuldades de seguir agrupando as mulheres dos distintos setores sociais e se organizar como força social e politica importante. Um momento de virada na luta das mulheres pela sua emancipação foi a virada conservadora no mundo a partir dos anos 1980. Elemento essencial de essa virada foi a campanha de Ronald Reagan e de toda a direita norteamericana para criminalizar o aborto.

Reivindicação essencial do movimento feminista nas décadas anteriores, o direito ao aborto, pelo que representa no direito da mulher a decidir sobre sua vida, sobre seu corpo, sobre a decisão da gravidez. A ofensiva conservadora passou a transformar a mulher em culpada, assim como os médicos vinculados ao aborto, ao transferir a discussão para a existência ou não de alma no feto, o que levaria o aborto à condição de “crime”, de “assassinato” de uma vida humana. O que mudou o quadro, colocou o movimento feminista na defensiva, assim como todos que defendem os direitos das mulheres.

Nem seria necessário voltar sobre a forma como o tema entrou na campanha presidencial e como reflete o peso que os setores conservadores na formação da opinião das pessoas ainda tem, refletido na instrumentalização da questão no marco eleitoral. Mas as leis que permitem o aborto o restringem a casos muito específicos e limites, impedido que uma mulher, em condições normais, possa decidir sobre sua vida.

Na realidade, a discriminação se expressa no conjunto das mulheres, por razões econômicas e sociais. Aquelas que dispõem de condições fazem regularmente abortos em clinicas ilegais, mas toleradas, em condições de relativa segurança, enquanto as outras são relegada ao abandono – a ter os filhos que não queriam ter ou a métodos graves de aborto, que provocam, via de regra, mortes – uma a cada dois dias no Brasil – ou danos irreparáveis nas mulheres.

É uma questão que revela um enorme atraso, um dos temas mais importantes da democratização social no Brasil, que assusta políticos e governantes – dependentes do eleitorado, com temor a ser diabolizados pelas igrejas. No entanto, não haverá condições mínimas de igualdade de direitos, sem o direito ao aborto.

Ninguém será obrigado a nada, as opções de valores de cada uma definirão seus comportamentos. Mas um Estado democrático – por tanto, laico – tem obrigatoriamente que disponibilizar para as mulheres que queriam apelar para essa circunstâncias, condições seguras e gratuitas de fazê-lo.

Que o conhecimento das origens da data de 8 de março sirva para avançar na consciência de como as questões de gênero se articulam estreitamente com as questões sociais e cuturais.

Para as Mulheres

Por Carmen N. Kuroviski
No começo do século vinte, pelos isdos de 1909 foi iniciada uma luta pela igualdade feminina, pelo direito do voto, trabalho etc.
Estamos em 2008 e o que esta acontecendo? A mulher não se conscientizou do seu papel, se conformou em ser uma cidadã de 2º categoria, a maioria teima em viver a sombra de quem quer que a sustente, em trabalho doméstico, na frente da TV vendo novela, sonhando ao invés de mudar sua realidade. 

Outras assumiram um emprego e se mantém grudadas neles com salários sempre menores do que os homens e não se atualizam, não crescem, absorvidas pela dupla jornada de trabalho, o de fora e o de casa, dos filhos etc. 

Algumas sem qualquer renumeração lutam e se matam por disputas de posição, mas vejam bem…Não passam de meros satélites girando em volta de um grupo masculino sem se tocar que nada disso é real. Conseguem apenas títulos e cargos que as mantém afastadas de um objetivo de fato. 

O que esta acontecendo com as mulheres? 

Não entendem sua importância no contexto atual? Ficam no faz de conta sem assumir a verdadeira identidade da mulher do século 21.
ACORDEM! Não existem mais lutas grandiosas por libertação feminina! As portas estão abertas, os direitos conquistados, as oportunidades na sua frente. Escolas abertas, Faculdades para tudo e com bolsas de estudo disponíveis. 

A própria Lei estabelece cotas de participação na política, por exemplo, 30% a disposição das mulheres que simplesmente fazem de conta que não viram isso? 

Não existe nenhum impedimento, não existe nenhum limite para o crescimento a não ser o da própria vontade e o comodismo a que se acostumaram. 

Os homens vencem sim, a sociedade os criou vencedores, mas eles vão a luta, disputam, Estudam, correm atrás do que querem enquanto a mulher fica se fazendo de fraca achando que estas coisas não são para elas! Caramba! Mulher e homem são parceiros, um supre a deficiência do outro, não são adversários e sim complementos. 

Quando é que vão acordar, basta estender a mão e assumir tudo que esta ao alcance de sua mão! Olhem na política! Quantas vagas disponíveis! Quantos partidos com 30% pronto a ser ocupado por mulheres e quantos votos de legenda perdidos por que elas simplesmente não querem dar a cara a tapas, não querem se expor, não querem ir a luta, fazer um trabalho sério, mostrar a garra e a força que tem! 

SIM! A mulher é poderosa, ela pode tudo! E pela sua sensibilidade pode administrar qualquer departamento, pode mediar qualquer conflito, pode fazer qualquer coisa a que se disponha. Basta olhar as que entenderam isso e ai estão, Advogadas, Engenheiras, médicas, políticas atuando em todas as áreas, mas em número infinitamente menor por que a grande maioria continua dormindo e outras fazendo de conta que não sabem, outras que não acordaram que a igualdade é realidade, mas requer força de vontade e esforço, luta sim, mas pela competência e não barreiras por discriminação do feminino ou masculino.
 

A mulher é um ser fantástico! A maior piada foi considerá-la o sexo frágil. Fisicamente a natureza as dotou de mais delicadeza e menos força física em contrapartida foi generosa na sensibilidade, quer força maior que gestar e colocar um filho no mundo? Que homem em toda sua força agüentaria um parto? Quase morrem se tem uma dor de barriga… Entram em pânico com qualquer mal estar. E a mulher? Gera e pari os filhos, sabe até por instinto cada dor que eles sentem, vira noites atendendo quem quer que delas precisem, são absolutamente fantásticas, querem um exemplo vejam o que falam das mães as santificam. Então quando é que vão acordar e assumir o que são? 

Se não estão satisfeitas com o que são neste momento, olhem em volta, pensem, observem, esta tudo ai a sua espera, basta que tome consciência de quem você é mulher e assuma o que é seu, conquistado pela luta ferrenha das pioneiras que abriram o espaço hoje disponível para todas.

Marcio Victor do Psirico é vitima de racismo e desabafa em show

Por Adriano S. Ribeiro


Durante passagem do Psirico pelo Camarote do Reino, na madrugada deste sábado, 5, em Salvador o cantor Marcio Victor vocalista do Psirico foi vítima de racismo.Segundo ele, um empresário (natural de Inhambupe, conforme informação da PM), teria chamado o cantor de “negro”, “favelado” e “pobre” e, ainda o acusado de incitar a violência em sua música.



Segundo o capitão Marcelo Pitta, do setor de imprensa da PM baiana, o empresário foi levado a um posto da corporação, mas logo foi liberado porque não houve a confirmação do flagrante, uma vez que o cantor não registrou ocorrência.

O desafio da Reforma Tributária


Além de, gerar receita para a administração pública, o sistema tributário tem que ser visto também, como um instrumento para o desenvolvimento econômico e, o mais importante, a redistribuição de renda.

Há no Brasil, uma distorção absurda com relação a renda e a carga tributária relativa à ela. Isso porque os impostos diretos (IR, IPVA, IPTU entre outros) representam 15,7% da receita tributária, enquanto que os impostos indiretos (IPI, ICMS e outros) representam 62,4% da arrecadação total.

Pra quem não conseguiu entender, o imposto direto (teoricamente) é proporcional a renda por ser calculado sobre a mesma ou sobre o bem compatível a ela. Já o imposto indireto, esta agregado ao produto ou serviço, e que é de igual valor, tanto para o cidadão que tem uma renda mensal de R$545,00, como para o que tem uma renda de R$50.000,00 ou mais.

-" Mas o rico além de pagar o imposto sobre o produto paga também os impostos diretos, o que o pobre, em sua maioria, é isento, sendo assim, o rico acaba pagando mais impostos que o pobre."

De forma alguma. O custo com impostos diretos da população de baixa renda no Brasil gira entorno de 1,71% de sua renda, já a população com renda acima de 30 salários mínimos tem um custo sobre sua renda de 10,64%. Em contrapartida, o custo da população de baixa renda com impostos indiretos é de 26,48% sobre a sua renda, enquanto os mais ricos tem custos relativo sobre sua renda com os mesmos impostos de 7,34%. 

Diante do exposto, a população de baixa renda tem um gasto efetivo de 28,19% de sua renda com impostos (diretos e indiretos), enquanto que a população com renda acima de 30 salários mínimos tem um gasto relativo de 17,98% sobre a sua renda.

A verdade, é que o sistema tributário no Brasil é arcaico, de 1968 (época da ditadura militar), e que não favorece a distribuição de renda no país.

O fato de termos uma fiscalização deficitária sobre o controle dos impostos diretos, favorecem, e são também mais cômodos, a maior carga dos impostos indiretos sobre a receita.

Além da redistribuição de renda, o nosso sistema tributário acaba penalizando as indústrias, tirando a competitividade dos produtos nacionais com relação a exportação, já que, o efeito cascata desses impostos sobre todo o processo produtivo, acaba agregando valor excessivo ao preço final.

É preciso além de uma reforma tributária revolucionária, uma fiscalização eficiente sobre os impostos declaratórios, para que possamos assim como os países com uma distribuição de renda mais igualitária, equacionar o peso dos impostos sobre a renda familiar brasileira.

Marcio Morais.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Clipping de notícias sobre a Líbia


WASHINGTON (Reuters) - A Casa Branca rejeitou na segunda-feira a pressão de alguns parlamentares norte-americanos para intervir diretamente na Líbia, dizendo que é preciso inicialmente entender quais seriam os resultados de diversas alternativas militares.


O governo Obama enfrenta fortes críticas, especialmente por parte de parlamentares republicanos e comentaristas conservadores, por causa da sua abordagem cautelosa à turbulência na Líbia, mas sinalizou que não vai tomar decisões apressadas que possam arrastar os EUA para uma nova guerra e alimentar o sentimento antiamericano no mundo.


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LONDRES (Reuters) - As bolsas de valores da Europa recuaram na segunda-feira depois que preocupações dos investidores com o impacto dos preços do petróleo na recuperação econômica provocaram uma venda de ações no final da tarde, com o setor bancário liderando a queda.



"Ainda há problemas na Líbia e há preocupações de que os preços do petróleo possam limitar a recuperação econômica. Acredito que os investidores continuarão a reduzir sua exposição ao risco."

Preocupações em torno da interrupção da oferta de petróleo no Oriente Médio levaram os futuros da commodity nos Estados Unidos ao nível mais alto desde setembro de 2008, alimentando temores de que os altos preços do petróleo poderiam estimular a inflação e afetar a recuperação econômica.
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RAS LANUF, Líbia (Reuters) - A Grã-Bretanha e França disseram na segunda-feira que desejam obter autorização da ONU para impor uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, onde os aviões do dirigente Muammar Gaddafi contra-atacaram forças rebeldes, e entidades humanitárias disseram haver 1 milhão de pessoas precisando de ajuda urgente.
Os rebeldes rejeitaram uma conciliação oferecida por um membro do regime, e os combates se intensificaram em torno de um dos principais portos petrolíferos do país. Gaddafi, há 41 anos no poder, advertiu que milhares de refugiados irão "invadir a Europa" se ele for deposto

Juros, não como unica ferramenta para conter a Inflação


Por Pergunte ao Pó
Artigo interessante do Joseph Stiglitz sobre as Ilhas Maurício, mostrando a capacidade de um pequeno país em fornecer educação e saúde à sua população enquanto cresce a uma média de 5% nos últimos 30 anos. O texto está em inglês e não vou conseguir traduzí-lo, mas chamo a atenção do Nassif e colegas para um trecho em que ele fala dos problemas de combate à inflação e do câmbio (tradução minha):

"Responder à inflação pelo aumento da taxa de juros iria simplesmente combinar as dificuldades de preços altos com alto desemprego e uma taxa de câmbio ainda menos competitiva. Intervenções diretas, restrições aos fluxos de capitais de curto prazo, impostos sobre os ganhos de capital e regulações financeiras prudenciais deverão ser consideradas"

Botão "curtir" do Facebook invade a rede


Por Edson Joanni
Botão "curtir" do Facebook invade toda rede.
Por Alexandre Matias e Heloísa Lupinacci
No Link, do Estadao.com
É o gesto mínimo. O polegar levantado, os outros dedos fechados. Feito o sinal, não sobram dúvidas. O joinha, em toda sua simplicidade, virou a partícula elementar da autopublicação.
Uma das grandes discussões no início da chamada web 2.0 era se, no futuro, qualquer um seria produtor de conteúdo. Mas poucos se dispõem a participar da internet de forma ativa. Assim, aquele que não tem Twitter, nem blog, nem Tumblr, que não sobe vídeos no YouTube e não recomenda leituras no Google Reader, ele não publica nada. É um mero leitor passivo, acompanhando a era da autopublicação do lado de fora.
Até o Facebook
A rede social reduziu a autopublicação a sua unidade mais básica, o que une Twitter, YouTube, Flickr e Tumblr. Todos terminam no botão "publicar". O Feice concentrou-se apenas neste gesto, o mínimo de interação possível entre homem e máquina, o clique no mouse que ativa um link.
E transformou o botão de publicar em um ato amigável, próprio de uma rede de "amigos". Assim nascia o botão "curtir".
Pegou. Primeiro, o botão era restrito às publicações dentro do Feice. Alguém indica um link e, em vez de escrever "legal" no comentário, basta apertar o polegar pra cima. A grande sacada de Mark Zuckerberg foi despregar o botão de sua rede – espalhando-o por toda a internet, hoje coalhada pelos joinhas.
Isso aumentou o tráfego de dados dentro da rede e fora dela – quase todos os sites que incluíram a função em sua programação tiveram representativos aumentos de audiência.
Mas o domínio da curtição está só em seus primeiros dias. A novidade desta semana foi a transformação de outro botão, o "Compartilhar" que está prestes a virar apenas "Curtir". E quando você curte alguma coisa fora do Facebook ela é automaticamente postada no seu mural, abrindo inclusive a possibilidade de comentários – coisa que o Curtir atual não permite.
Com isso, ninguém mais curte em silêncio. Basta clicar no botão e a curtição é dividida com amigos automaticamente. Alguma dúvida de que isso aumentará ainda mais a audiência de sites, fora a do próprio Feice?
Como curtir
É uma ideia quase besta de tão simples, que aproveita da quase passividade de quem está navegando para torná-lo agente ativo do grande jogo que é a internet hoje. Mas é preciso saber curtir.
Pega mal curtir o que você publicou. Também não é legal ser serial liker e sair curtindo tudo por aí. É preciso dar valor a seu joinha. Curtir notícia ruim é esquisito. Curtir quando alguém muda o status de casado para solteiro, então, é grosseria pura.
São apenas algumas dicas desta etiqueta virtual que estamos aprendendo a usar. E curtir.